
Fugindo novamente um pouco da linha dissertativa, um diálogo do filme "A vida de David Gale", que aborda principalmente a questão da pena de morte, me chamou a atenção e me fez pensar sobre o assunto. Na cena, uma jornalista comentava com o condenado que ele devia fazer de tudo para tentar evitar o terrível desfecho de sua história. Ele, por sua vez, se mostrava conformado e até seguro sobre a decisão da justiça e respondeu à moça dizendo que na vida, passamos o tempo todo tentando enganar a morte. Amamos, trabalhamos, gastamos dinheiro, fazemos amizades e tomamos remédios. As pessoas podem realizar as ações mais incríveis, desenvolver sentimentos e atingir os objetivos, mas infelizmente elas irão deixar o mundo, de qualquer forma.
Então, se vamos todos morrer, não vamos nos empenhar aqui na Terra, vamos desanimar? Pelo contrário. Certos de que não sobreviveremos, temos de aproveitar enquanto estamos aqui. Cada momento, cada experiência. Tentar fazer o melhor possível, para que mesmo mortos, sejamos lembrados por outras gerações. Não precisamos seguir à risca aquela história de plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho. Basta fazer algo que fique marcado. Bom ou ruim, fica a seu critério.
Falando da escolha positiva, algumas atitudes básicas, em determinadas fases, podem tornar nossa imagem memorável pelas pessoas: respeitar e ouvir os mais velhos, aprender coisas novas, fazer muitos amigos, ter boa relação com quem tem contato direta e indiretamente, ajudar os necessitados, dar presentes, lembrar de aniversários, fazer surpresas, visitar, ter bom humor, sorrir, cumprir, ser fiel e doar.
Quanto à maneira negativa, ao estilo "fale mal, mas fale de mim", existem inúmeras. Nesse caso, prefiro não postar. Será que essa omissão vai fazer o índice da minha popularidade na sua memória cair?
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